A Orquestra Portuguesa de Bandolins é um projecto recente de divulgação do bandolim em Portugal. Surge da vontade de António Vieira e Sérgio Dinis, integrantes da Orquestra Europeia de Bandolins e Guitarra (EGMYO), em dar continuidade e desenvolver, em Portugal, um trabalho na música de plectro[1], de forma a implantar metodologias análogas às de países europeus de grande prestígio no avanço da técnica deste instrumento, inserido num âmbito académico e erudito. Para além desse propósito educativo e académico, é intenção deste projecto alargar o conhecimento do potencial do instrumento, e dar a conhecer a sua importância, na execução de música orquestral. O repertório pretende passar por todas as épocas desde o barroco ao contemporâneo e por todos os estilos, de modo a que se possa explorar e tentar alcançar convenientemente todas as valências que podem advir de uma Orquestra de Plectro. É um projecto alargado a todas as pessoas que pretendam desenvolver uma aprendizagem do instrumento.

Dinis


[1] Torna-se fundamental e de extrema importância acrescentar um tópico referente ao trabalho que já foi e tem vindo a ser realizado, neste âmbito. Sabemos conscientemente da existência de grupos e Orquestras de bandolins no nosso País, com grande valor e apreço, nomeadamente na ilha da Madeira (projectos aliás, com grande reconhecimento no estrangeiro), a Orquestra de Bandolins de Esmoriz e a já ausente Orquestra “Quinas” sob direcção do Maestro António Sérgio Ferreira, a quem queremos desde já deixar uma forte apreciação, quer pelo trabalho desempenhado nessa orquestra e noutros projectos relacionados no âmbito da Associação Latina, para o desenvolvimento do bandolim no conceito orquestral ou mesmo individual no campo da música erudita, que a todos nos ajudou e impulsionou, quer pelo apoio ou força dada na formação desta Orquestra Portuguesa de Bandolins. Aproveitamos esta nota para também esclarecer, a quem leu o texto que antecedia o actual , a falta de clareza advinda da expressão “iniciar um trabalho sério”. Não podemos, apesar da falta de clareza, deixar de referir que essa expressão não diz respeito a uma orquestra pioneira do trabalho sério, mas sim a um trabalho sério na execução do plectro, com toda a técnica possível que o conceito de execução academicamente correcta se desenvolveu e desenvolve paralelamente no estrangeiro, nos locais mais conceituados do mundo do plectro. O nosso trabalho de iniciar tem em vista uma possível aproximação a essa técnica que em muito, a nosso ver, falta no desempenho do instrumento cá em Portugal, no âmbito, obviamente, mais académico. A seriedade do trabalho é então um conceito que não se apresentava no texto pela sua ausência nos grupos atrás referidos, mas sim pela necessidade da sua existência nesta Orquestra Portuguesa de Plectro, de forma a poder levar a cabo o objectivo a que nos propomos. Pedimos então, desta forma, desculpa a todos os que leram o texto que agora foi revisto e alterado, advertindo que a intenção não alcançou o contexto pretendido.