Estágio International de Dresden
Mais um curso de bandolim e guitarra se desenhava, desta vez, num quadro montanhoso, muita neve, muito frio, numa estância de férias de Schmidberger em Dresden, Nordeste Alemão. Tudo começou com o convite feito pelo organizador Mirko Schrader, aquando do curso em Hunspach, acompanhado de alguma descrição do local que na altura despertara em nós bastante entusiasmo. Provocou então uma reacção espontânea que fez existir nas nossas mentes algumas ideias sobre aquilo que poderíamos fazer, naqueles intervalos de tempo que geralmente é utilizado para estudar...tais como atirar bolas de neve, esquiar, visitar os típicos bares com temperaturas confortáveis em contraste com o ambiente exterior e, também, obviamente, investir no estudo dos instrumentos.
Este curso, organizado pelo Mirko Schrader e Caterina Lichtenberg , decorreu do dia 22 ao dia 26 de Fevereiro de 2007, num ambiente confortável e relaxante, com aulas individuais de instrumento, de música de câmara e orquestra.
A nossa chegada foi então esperada por alguém contratado para o efeito e, no caminho até ao centro da cidade, pudemos visitar, depois do pedido feito pelo Vieira, uma loja de instrumentos musicais, com o objectivo de aí comprar “plectos”...ora, seria de esperar que, com os preços que nos saltaram à retina ocular, que depois de encaminhados pelo sistema nervoso periférico responsável pela transmissão da informação sensorial ao cérebro, e, depois de analisada e processada essa informação provocaria uma reacção automática, qual movimento reflexo, de gastar bem mais dinheiro do que o exigido para os plectos...que a final nem havia. É que os materiais musicais são bem...bem mais baratos em terras alemãs.

Carregados e enlatados no meio das compras, lá fomos então dirigidos a um museu, onde se daria a primeira reunião, precedida de uma apresentação em PowerPoint, onde foram monologadas matérias que acreditámos terem sido importantes, pelos menos pela musicalidade dos vocábulo dos dois jovens alemães. Depois, cada um dos participantes do curso se pôde apresentar, eles todos em alemão e nós em Inglês de desenrasque. A principal surpresa viria mais logo à noite, na Igreja de Dresden, com um concerto do Duetto Giocondo, mentores do curso, que nos alvejaram o cérebro com informação áudio musical do período barroco.

A coluna de carros que no final seguiu para a estância, a alguns quilómetros da cidade, estacionou num local maravilhosamente banhado de pinheiros estreitos e altos, ao lado de três casas típicas, construídas a madeira e que seria a tão esperada estância onde viríamos a ficar os quatro dias seguintes. Quando os nossos pés tocaram o solo de terra batida e a nossa cabeça experimentou os frios ventos nocturnos, logo se congelou o efeito da desilusão que se nos apoderou por não haver quaisquer vestígios da cor branca, numa suposta estância de ski. Acreditávamos ainda que talvez, se subíssemos a colina, ou a montanha... mas Mirko relatou então que este ano, inesperadamente, a neve não tinha ainda passado por aquelas paisagens, enviando apenas o frio cortante. Mas confortou dizendo que seria possível visitar, num dos dias, uma estância de ski com neve.
As três casas eram grandes e com as excelentes condições que este país costuma habituar: tudo muito bem arranjado, equipado com aquecimento central, quartos com beliches para quatro pessoas, espaçosos e muito bem decorados, uma cozinha grande e bem ornamentada, casa de banho em perfeito bom estado e higienicamente assistido e, mais importante ainda, uma sala grande para o convívio geral, toda forrada a madeira, como manda a boa regra do design rústico. Foi nessa sala que nos reunimos para os acordos iniciais, distribuição de matérias, professores, horários, quartos e actividades para durante o curso.
Os dias que se seguiram foram organizados com aulas individuais, de câmara e no final da tarde de orquestra. À noite o convívio era feito na sala com comidas e bebidas, onde se podia confraternizar e socializar uns com os outros...nós, obviamente com mais dificuldade. Claro que o bom português pôde mais uma vez ser fiel à sua condição de desenrascado e lá estávamos nós a entreter o pessoal com músicas populares portuguesas entre as quais o fado. A popularidade da boa disposição lusitana saltou logo para a ribalta e o nosso conceito subiu, de tal maneira que, para quem gostava de se deitar cedo, passou dos limites do agradável e deixava os olhares de desagrado pelo barulho feito à noite. Houve espaço também, nessas noites de convívio, para algumas brincadeiras realizadas por um grupo de participantes que pareciam ser fiéis ao seu costume estatuto de animadores anuais deste curso.

Outras actividades surgiam a meio da tarde com passeios pela mata, com guia local que explicava tudo muito bem... em alemão. Apesar de alguns se disponibilizarem para alguma tradução em inglês, a ideia principal era também a de inspirar aquele ar puro, de um ambiente campestre incrivelmente natural e apreciar as suas belíssimas paisagens, num contexto climatérico de frio, neblina e animação. Houve também, para quem quis e, sobretudo, para quem conseguiu estar a horas (garanto que tentámos), a tão prometida visita a um local de ski com neve, para aí sim, quem conseguiu ir, se divertir nesse desporto de Inverno.

Durante o dia havia tempo para o estudo, para a reflexão e convívio. No último dia foi o da prova final, onde cada um pôde mostrar o que valia e o trabalho feito ao longo do curso. O duo que nós portugueses levámos também pôde brilhar, nem que mais não seja pela simpatia dos organizadores, que nos congratulou com previsões de boas perspectivas futuras. No final das actuações foi a vez da orquestra que pôde mostrar, por todos nós, que é possível fazer um bom trabalho em pouco tempo, quando a seriedade se junta à vontade num objectivo laboral de qualidade.
Este curso, organizado pelo Mirko Schrader e Caterina Lichtenberg , decorreu do dia 22 ao dia 26 de Fevereiro de 2007, num ambiente confortável e relaxante, com aulas individuais de instrumento, de música de câmara e orquestra.
A nossa chegada foi então esperada por alguém contratado para o efeito e, no caminho até ao centro da cidade, pudemos visitar, depois do pedido feito pelo Vieira, uma loja de instrumentos musicais, com o objectivo de aí comprar “plectos”...ora, seria de esperar que, com os preços que nos saltaram à retina ocular, que depois de encaminhados pelo sistema nervoso periférico responsável pela transmissão da informação sensorial ao cérebro, e, depois de analisada e processada essa informação provocaria uma reacção automática, qual movimento reflexo, de gastar bem mais dinheiro do que o exigido para os plectos...que a final nem havia. É que os materiais musicais são bem...bem mais baratos em terras alemãs.

Carregados e enlatados no meio das compras, lá fomos então dirigidos a um museu, onde se daria a primeira reunião, precedida de uma apresentação em PowerPoint, onde foram monologadas matérias que acreditámos terem sido importantes, pelos menos pela musicalidade dos vocábulo dos dois jovens alemães. Depois, cada um dos participantes do curso se pôde apresentar, eles todos em alemão e nós em Inglês de desenrasque. A principal surpresa viria mais logo à noite, na Igreja de Dresden, com um concerto do Duetto Giocondo, mentores do curso, que nos alvejaram o cérebro com informação áudio musical do período barroco.

A coluna de carros que no final seguiu para a estância, a alguns quilómetros da cidade, estacionou num local maravilhosamente banhado de pinheiros estreitos e altos, ao lado de três casas típicas, construídas a madeira e que seria a tão esperada estância onde viríamos a ficar os quatro dias seguintes. Quando os nossos pés tocaram o solo de terra batida e a nossa cabeça experimentou os frios ventos nocturnos, logo se congelou o efeito da desilusão que se nos apoderou por não haver quaisquer vestígios da cor branca, numa suposta estância de ski. Acreditávamos ainda que talvez, se subíssemos a colina, ou a montanha... mas Mirko relatou então que este ano, inesperadamente, a neve não tinha ainda passado por aquelas paisagens, enviando apenas o frio cortante. Mas confortou dizendo que seria possível visitar, num dos dias, uma estância de ski com neve.
As três casas eram grandes e com as excelentes condições que este país costuma habituar: tudo muito bem arranjado, equipado com aquecimento central, quartos com beliches para quatro pessoas, espaçosos e muito bem decorados, uma cozinha grande e bem ornamentada, casa de banho em perfeito bom estado e higienicamente assistido e, mais importante ainda, uma sala grande para o convívio geral, toda forrada a madeira, como manda a boa regra do design rústico. Foi nessa sala que nos reunimos para os acordos iniciais, distribuição de matérias, professores, horários, quartos e actividades para durante o curso.
Os dias que se seguiram foram organizados com aulas individuais, de câmara e no final da tarde de orquestra. À noite o convívio era feito na sala com comidas e bebidas, onde se podia confraternizar e socializar uns com os outros...nós, obviamente com mais dificuldade. Claro que o bom português pôde mais uma vez ser fiel à sua condição de desenrascado e lá estávamos nós a entreter o pessoal com músicas populares portuguesas entre as quais o fado. A popularidade da boa disposição lusitana saltou logo para a ribalta e o nosso conceito subiu, de tal maneira que, para quem gostava de se deitar cedo, passou dos limites do agradável e deixava os olhares de desagrado pelo barulho feito à noite. Houve espaço também, nessas noites de convívio, para algumas brincadeiras realizadas por um grupo de participantes que pareciam ser fiéis ao seu costume estatuto de animadores anuais deste curso.

Outras actividades surgiam a meio da tarde com passeios pela mata, com guia local que explicava tudo muito bem... em alemão. Apesar de alguns se disponibilizarem para alguma tradução em inglês, a ideia principal era também a de inspirar aquele ar puro, de um ambiente campestre incrivelmente natural e apreciar as suas belíssimas paisagens, num contexto climatérico de frio, neblina e animação. Houve também, para quem quis e, sobretudo, para quem conseguiu estar a horas (garanto que tentámos), a tão prometida visita a um local de ski com neve, para aí sim, quem conseguiu ir, se divertir nesse desporto de Inverno.

Durante o dia havia tempo para o estudo, para a reflexão e convívio. No último dia foi o da prova final, onde cada um pôde mostrar o que valia e o trabalho feito ao longo do curso. O duo que nós portugueses levámos também pôde brilhar, nem que mais não seja pela simpatia dos organizadores, que nos congratulou com previsões de boas perspectivas futuras. No final das actuações foi a vez da orquestra que pôde mostrar, por todos nós, que é possível fazer um bom trabalho em pouco tempo, quando a seriedade se junta à vontade num objectivo laboral de qualidade.
Despedidas feitas e lá estávamos a regressar ao aeroporto que nos levaria de volta ao nosso Portugal, com mais lições musicais e principalmente com uma maior noção da qualidade do ensino musical lá fora. Estes cursos aumentam também a nossa vontade em seguir um caminho musical, com a consciência do trabalho que é necessário fazer para que seja envolto na maior qualidade possível.
