Archive for June, 2007

Duo Magalhães da Gama

Posted on June 27th, 2007 in Uncategorized | No Comments »

O Duo Magalhães da Gama surge da vontade de António Vieira (Bandolim) e Sérgio Dinis (Guitarra) divulgarem a música de plectro em Portugal. Para isso realizaram alguns cursos de música de câmara em países como o Reino Unido, França, Alemanha e Itália, com grandes nomes do bandolim (Ugo Orlandi, Juan Carlos Muñoz , Mari Fe Pavón, Caterina Lichtenberg, Annemie Hermans , Keith harris) e da guitarra (Mirko Schrader, Manuel Munoz) e música de câmara com Francesco Civitareale. Esses périplos fizeram encarar a seriedade do instrumento existente pela Europa fora, havendo, em bastantes conservatórios, uma orquestra de plectro (bandolim, bandola, guitarra e contrabaixo) para além das convencionais orquestras de cordas e sopros. Logo se depararam com o contra senso de num país que tem o seu próprio bandolim (que é conhecido lá fora como Portuguese flat back mandolin) só existir um conservatório que ofereça o respectivo curso. Talvez por isso e um pouco por brincadeira, os tutores desses ditos cursos começaram a chamar-nos descobridores do plectro contemporâneo através dos  nomes de “Magalhães” e  “Da Gama”, numa clara alusão à época dos  Descobrimentos Portugueses, tendo sido essa a razão da escolha do nome para o duo.

António Vieira estudou bandolim no Conservatório de Coimbra com Flávio Pinho. Neste momento realiza o Curso de Bandolim no Conservatório de Esch Zur Alzette no Luxemburgo com o virtuoso Juan Carlos Munoz. Sérgio Dinis estuda Guitarra no Conservatório da Maia com Sergio Etcheverry! Têm o orgulho e a honra de serem os primeiros portugueses a integrar a Orquestra Europeia de Bandolins e Guitarras que se reúne todos os anos num país europeu. O objectivo deste Duo passa, de certa forma, por divulgar o instrumento e as suas facetas, tentando que seja visto em Portugal como um instrumento que tem tanto de importante como de nosso. Apesar das excursões aos cursos europeus mencionados, o duo enquadra-se num projecto ainda embrionário, tendo sempre como guia o o objectivo a que se propõe.

Dinis e Vieira

Stage International Hunspach 2006

Posted on June 15th, 2007 in Uncategorized | No Comments »

Em Hunspach, na França, o verão é ameno e a paisagem exuberantemente harmoniosa. Os vales perdem-se nas cores garridas da natureza e as casas definem uma construção típica da autenticidade da vila. Em Julho, ela costuma ser também o local escolhido para a realização de um estágio anual de orquestra de plectro e guitarra.

 

 

 

 

Em 2006, também eu e o Vieira quisemos fazer parte e lá estávamos sentados na mesa da reunião de abertura onde se discutiriam as regras do “jogo”. A ampla sala de reunião era também a sala de refeições, com mesas compridas de madeira e portas grandes de ambos os lados que dava para um jardim numa paisagem homogénea de campos verdes acompanhados pelo som dos animais.

As caras dos participantes anunciavam as suas nacionalidades que se distribuíam por Alemães, Franceses, Luxemburgueses, Espanhóis e nós Portugueses e anunciavam também a sua familiaridade para com este tipo de eventos, o que muito nos espantou, tendo em conta a idade precoce de muitos deles.

Os dias que se seguiram foram organizados de um modo rigoroso, com horários baseados em aulas individuais do instrumento, aulas de música de câmara e aulas de orquestra. Os intervalos e horas livres eram gozados pelos participantes, para nosso espanto, estudando ou desenvolvendo acrobacias musicais em mini campeonatos improvisados. Ao estudo juntava-se o relaxamento e a reflexão imprescindível, concluímos nós, ao aprofundamento de um instrumento, que advém da inspiração da natureza. Os passeios de visita e jogos de futebol não faltaram para relembrar a importância do exercício físico e da aquisição de outros conhecimentos, até como forma de relaxamento.

 

 

Todo o ambiente neste curso fez notar a importância de uma conciliação entre o gozo/prazer pessoal, relaxamento, convívio social, desenvolvimento da introspecção musical e aquisição de conhecimentos em três níveis: instrumento solo (guitarra, bandolim ou bandola), música de câmara e orquestra. Esta combinação revelou-se de uma eficácia extrema no desenvolvimento musical académico, que para nós que desconhecíamos, nos ficou gravado como imprescindível. Estes são hábitos que na vasta extensão europeia se praticam há muito tempo, em detrimento do que vai acontecendo cá por Portugal (dou mão à palmatória!).

 

 

As noites eram programadas com concertos, na igreja bizarramente simpática da vila, forrada a madeira e pedra decorada pelo tempo. No alto de uma colina, envolta em árvores não menos antigas, a igreja encheu-se de esplendor todas as noites com concertos, quer pelos professores do curso quer por profissionais convidados. Tivemos então o concerto do Mirko Schrader, que nos ofereceu, com o profissionalismo a que talvez não estejamos tão habituados nas nossas lusas terras, músicas do período barroco e contemporâneo. Também o quinteto formado pelos professores de bandolim, bandola, de música de câmara e guitarra, também organizadores do evento, nos alvejaram com músicas desde o barroco ao contemporâneo, acabando com uma composição surpreendente do contrabaixista, ali professor de música de câmara. O artista convidado pretendeu ser, com êxito, um grande executante do flamengo, que depois de um worhshop durante a tarde, daria à noite um concerto, a que já não presenciamos. Nesse mesmo dia, ao 5º dia, por razões de forma maior tivemos de regressar deixando um dia de aulas e os concertos por realizar.

 

 

Aqui fica, obviamente de uma forma sucinta, o relato de experiências que se podem vivenciar quando excursamos a outros lugares da Europa como forma de adquirir outras perspectivas acerca, neste caso, da educação musical. Se o interesse não for aprender muito mais acerca da execução de um instrumento ou da teoria musical, pode-se pelo menos adquirir algo que não é menos importante e que já há muito existe lá fora, isto é, a atitude e seriedade que é necessária ter quando se pretende investir na formação académica musical.

 Informações sobre o curso em:

http://www.artemandoline.com/

Dinis

Orquestra Europeia - EGMYO

Posted on June 1st, 2007 in Uncategorized | No Comments »

Durante o tempo que passei no Reino Unido no BMG Mandolin Teachers Course, os Tutores Keith Harris e Stephanie Rauch e a coordenadora do Curso Barbara, falaram-me na possibilidade de me candidatar à Orquestra Europeia da Juventude de Bandolins e Guitarras. Esta é a única Orquestra Europeia de Plectro inserida na EGMA (European Guitar and Mandolin Association). Dos diversos integrantes das várias orquestras que existem na Europa, são escolhidos alguns para todos os anos realizarem um encontro, tendo em vista a execução de repertório contemporâneo especialmente escrito para esse evento! São 10 dias de trabalho árduo que culminam normalmente em 2 ou 3 concertos com gravações de cds e dvds pelo meio.  Vêm de todo o lado! Claro que maioritariamente da Alemanha e de Itália, as duas grandes escola europeias. Além desses elementos de Espanha, Noruega, Luxemburgo, Rússia, Holanda, Reino Unido …  Esta iniciativa realiza-se desde 1996, e é com algum orgulho que refiro que foi o primeiro português a participar!

Depois de ver a minha candidatura aprovada, lá organizei a minha vida para ir para a … Grécia!!! Mais concretamente Patras, que foi a capital europeia da cultura em 2006! Foi uma aventura com tantas histórias que nem sei bem por onde começar!! Bem, embarquei no Porto às 15  horas com destino Lisboa! De Lisboa saída para Frankfurt (para variar lol) com chegada às 20 hora local! Porém houve atrasos que em Lisboa quer na chegada à Alemanha e só saí do avião às 21:15! O problema é que o avião para Atenas era às 21:30! Com muito custo e uma correria danada pelo “pequeno” terminal de Frankfurt de bandolim na mão, consegui entrar no avião um bocado vermelho e com todos os outros passageiros com aquela cara de ” era deste que estavamos à espera”!  Lá me sentei e dormi umas 2 horitas durante a viagem para Atenas! Chegado à 1 da manhã hora local dirigo-me para recolher a bagagem! E aqui a que situação fica negra. Espero, os outros passageiros vão recolhendo as bagagens, eu espero, continuam a recolher, e espero! Até que estou sozinho e não há mala para ninguém!!! Vou ao balcão de reclamar bagagens e o meu pior receio concretiza-se : a mala ficou em Frankfurt! Chega amanhã diz a funcionária! E ali estou às 2 da manhã no aeroporto de Atenas de calça de ganga, t-shirt e o  bandolim! Já não posso apanhar o comboio para Patras, porque quero esperar pela mala! Com toda a simpatia recebo um kit de emergência que contêm outra T-Shirt e pasta de dentes e mais etc. e pronto! Decido que não vou ficar a dormir no aeroporto e começo a informar-me como hei-de de dirigir a uma pensão! Pois é são 3 da manhã, o aeroporto é longe do centro, só de taxi ainda por cima duvidoso! A menina das informações tem a solução! O hotel do aeroporto: O Sofitel de Atenas pela módica quantia de 250 € por noite! Lá entro em num hall gigantesco com uma T-Shirt da tuna e sou recebido pelo Concierge de Fraque, que depois de tudo tratado chama o boy para me levar a bagagem o que eu recuso. Para além de não querer dar gorjeta, é apenas o meu bandolim! Foram as 6 horas mais caras da minha vida!

Mas não foi a única história do EGMYO 2007 Patras Grécia! Com o tempo relatarei mais acontecimentos!

Site da EGMA :


http://www.egma-online.org/


Vieira